2 Semanas de Indio
Parte 2
Enganei-me! E deu certo!
Pois é, negada...A verdade é que a encruzilhada da vida é foda. Ainda não sabíamos se íamos ou não à Regência. Mas a verdade é que falei pros meninos que a possibilidade ainda era válida se quisesse, mas expliquei tudo direitinho. E eles disseram, ok, não temos pressa, vamos tentar. aehaeh Só queria ver.
Logo paramos na encruzilhada. E esperamos. brincamos um pouquin, mas parecia que tinha gente indo só pra aldeia. Nobody tinha passado do nosso lado. Nobody at all! Não aguentamos 10 minutos de porrada com aquele caminho. Logo Eric, mais centrado, sério e sarcástico sugeriu:
- Olha.. tem a fábrica ali cheia de caminhões, vamos conversar com eles e tentar ir por outro caminho. (isso em portunhol, tó traduzindo aqui, bem que o português dele tá cada dia melhor, tá mais pra PORTUnhozin mesmo,d e verdade)
- Ok, Quem vamos então e quem continua aqui tentando carona?
- Va, usted y Elias!
- Certo, bora, Elias.
- Certo! (Elias fala muito 'certo', toda hora), guacho.
Deixamos as coisas com Eric e fomos correndo. Perguntamos ao primeiro caminhoneiro e ele disse que poderia levar 2 para a br 101, mas tinha que sair imediatamente, acompanhando os esquemas da história anterior poderá ver que não seria rápido trazer todas as coisas.
- De boa, vei... Não dá tempo.. ahehe
- Fica pruma próxima (ahehaeh mei difícil), foi mal, aí, tenho horário.
- De boa.
- Fala com aquele outro ali, na frente ele deve levar
- Shooooow, valeu!
E foi embora, para qualquer finalidade tínhamos que chegar a Linhares, e, pra quem não sabe linhares é uma cidade grande e comprida, tipo uma linha, saca... hrun hrun...(link)...
Na listinha que sempre faço (da qual infelizmente não bati foto) no papelinho tinha colocado as cidades pelas quais passaríamos. Depois de regência estavam:
01. Barra Seca,
02. Barra Nova;
03. Guriri;
04. Meleiras;
05. Conceição da Barra
06. Itaúnas (onde Luísa & Galvão em Serra haviam me contato estar indo para curtir o festival de forró que seria durante toda a semana);
07. Cucuri;
08. Nova Viçosa;
09. Caravelas;
10. Alçobaça
11. Prado;
12. Cumuuxatiba
13. Caraíva;
14. Itaquena;
15. Trancoso;
16. Arraial d'Ajuda
17. Porto Seguro.
Esta seria a primeira fase do procedimento. E depois tem o papelin de porto pra salvador.. Que será feita ainda We hope. Preste atenção no primeiro nome desta lista aqui.
Fomos falar com o parça que tava lá no final (ou começo) da fábrica. Então ele disse:
- Tudo bem, mas só cabe um. Saio em meia hora, posso deixar no primeiro posto da 101, o posto pamonha...
- Posto pamonha?
- Isso, posto pamonha...
- OK, mestre... já voltams, vamos decidir quem vai, ok?
- Certo. Pra onde vão?
- Pra depois de linhares pegar litoral e subir.
- É melhor voltar e pegar a br mesmo, por regência tá parado.
- Boto fe!
Elias: - Certo!
- Compreendes, Elias?
- Carajo, nada!
- Vamos preguntar a Eric quien dentre nosotros vamos con el guacho.
- Ah. Certo!
- Eric!
- O que disseran?
- bababababababa
- Eu vô, podemos hacer assim. Sempre que dividir um, eu vou, pq tengo teléfono, y Elias no hablas ni siquera un carajo de português.
- hahaeha OK!
- Certo!
Vem uma camionete gigante branca vindo em nossa direção, levanto o dedão e o manolo para, fazendeiro, magro, alto e branco, jagunço no passageiro. Diferente do Jabajaba que me deu a primeira carona de pirata pedindo meu furico (depois conto esta história link).
- Tó indo pra metade do caminho onde vcs tão indo!
- É!! Mas... mas... e agora, pra onde eu tó indo?
- Elias, babababa, Eric que te crees?
- No, no, vamos a la 101.
- Elias?
- Certo.
- Ou moço, c tá indo até metade do caminho pra regência?
- É. Bora, seus maluco!
- É, lá num tá meio parado não?
- Porra nenhuma! Lá tá parado, cumpadre?
- Bosta nenhuma! Bora, monta aí.
- É, deixamos vcs na metade de lá cs vão andando ou pega mais carona. hahaaahahahahahaha
- Entendo. Ou mas de lá pra linhares?
- Que que tem, tá normal. Cheio de Surfista
- O moço. É que a gente acabou de mudar de ideia e vamos pegar a 101. Ok?
- Tá, então, boa sorte, Flw.
Vruuuummm...
Arrocha. AÊ, vamos pro caminhão, já tem uma meia hora que tamo jogando conversa fora aqui!
Elias: quê?
- Vamos, vamonos...
Preciso admitir e peço desculpas ao meu amigo Elias se as vezes fiz coisas sem explicar ou exigi demais dele. É que me senti pressionado e responsável por nós todos, acabei assumindo uma posição um tanto paterna... Ainda que um bocado Pateta... (pra quem não sabe o nome original do Pateta era George... So do mine, nem acredito mais nesse negócio de nome)....
Assim que começamos a andar com as coisas passa um chevetão prateado indo direção Vila do Riacho. Levantamos o dedão... Parou...
- bababab
- passa na pista que vai pra 101, depois da vila..
- leva 2?
- É que o Eric tá prometido pro caminhoneiro!
- What (mentira o motorista nem falava inglês)
- É que o caminhoneiro vai levar um de nós até a 101.
- Certo.
- Bora galera!
100 metros depois!
- Aqui...
- Eric desça!
- Aí, caminhão, é esse daqui quem vai!
Os dois motoristas confusos... E eu tentando orientar todo mundo sutilmente sem parecer ser chefe de gangue e nem articulador de crime e nem magoar meus amigos, que também estavam um pouco confusos..
Eric montou no caminhão, Ajudei a subir a mala (ou não, nem lembro).
- Pra donde voy? Hablame!
- Posto pamonha, posto pamonha, o caminhão sabe!
- Pamonia? Como habla? Pa MO NIa?
- Pa-mon-ha, não... Pa-monnnnnn-nha
- Pa-mon-nia... Certo. Posto Pamonnia.
Elias: - Que pasa? Donde va eric?
- Não, Elias... depois te digo, vamos logo,o motorista tá esperando.
- Certo.
- Valeu Eric. Wooooooooooow
- Hasta la pamonia, hermaono! Juri (Elias só me chama de Juri), Juri! Qué es Pa-mo-nia?
O carro arranca, motorista de cara fechada. Silêncio....
Uma vez na estrada tento animar a situação, estávamos já sem água, o sol quente. A prof da aldeia tinha llenado as garrafas pra gente. Mas já tinha acabado... 3 Cabrão jovem, quase diabético de tanto doce, bonito, cheio de metabolismo pra dar e vender... não, não! Dar não! Claro que a água ia embora rapidin.
O caminhão para na parte mais improvável de um doador de carona tradicional!,
Corremos, entramos, O cara é gente boa demais. Nhen Nhen Nhen e Elias dormia. Ia Até Linhares.. Falei de Barra seca e disse que ia pra lá. Falei que maravilha, mas só depois das 5, isso era umas 11 da manhã. Maravilhoso. Nosso amigo está no posto pamonha! (haheah) Precisamos nos juntar a ele, talvez ele não saiba seguir só, tem uma mala insuportável e tá aprendendo português. Certo, o posto pamonha fica antes de linhares. Se quiserem ir comigo até barra seca precisam estar no posto Dadinho até as 5, nas bombas, aí, levo vc! Nós 3? O outro é magro? Sim, Então acho que cabe sim. A gente tenta! Certo!
Corremos, entramos, O cara é gente boa demais. Nhen Nhen Nhen e Elias dormia. Ia Até Linhares.. Falei de Barra seca e disse que ia pra lá. Falei que maravilha, mas só depois das 5, isso era umas 11 da manhã. Maravilhoso. Nosso amigo está no posto pamonha! (haheah) Precisamos nos juntar a ele, talvez ele não saiba seguir só, tem uma mala insuportável e tá aprendendo português. Certo, o posto pamonha fica antes de linhares. Se quiserem ir comigo até barra seca precisam estar no posto Dadinho até as 5, nas bombas, aí, levo vc! Nós 3? O outro é magro? Sim, Então acho que cabe sim. A gente tenta! Certo!
Falara de como prefere independente de qualquer um ser sempre uma pessoa boa, e que quase nunca passou apuros exatamente por saber conversar com todo mundo e, apesar de nenhum estudo, sabe ler bem as pessoas. E ser sincera com elas desde o primeiro momento. E realmente seu olhar era bastante forte, parecia ver a alma. Falara que sua filha estudava muito, mas que por falta de recursos cortaram a internet. E que gostava muito de idiomas! Idiomas!!!!!!!!
KARAI.
Idiomas.. que bom, mestre. Posso ajudar sua filha.. então.. Faço parte duma comunidade chamada Clube Poliglota Brasil, que promove idiomas nacionalmente física e virtualmente e pedi seus contatos de Whatsapp ou Telegram que poderia ajudá-los. Ele se regozijou e disse que tudo taria certo e que, estávamos vivos.. Muitas filosofias comuns. Verdadeira profundidade emocional e interpessoal. Ele teria sido um excelente professor, mas como bem sabemos nosso governo e nossa tradição de aceitar de bom grado este que é um dos estados mais bandidos de todos, claro, sabendo que não há estado não opressor, é uma criação opressora por natureza, grilhões que iludidos aceitamos como proporcionador de coisas confortáveis. Quando o estado não proporciona nada que não possamos proporcionar a nós mesmos. Fuck the system, It will never tell me what I can do, Who I am.
Chegamos no posto, ficava do lado esquerdo, MIERDA. Pequeno. Era pequeno... MA... CHE CAZZO!
E a pista era velocíssima... Ça me fait Chier! Nous sommes tous enculer. Mais non! On peut fair rien, allors...


Chegamos poucos segundos depois de Eric! Até recumprimentamos o caminhão! Assim que falamos pro Eric tudo ele disse: Mas vocês são burros? Devia ter ido pro posto e eu tentava chegar só.
- É verdade... (assim como Elias fala 'certo", sempre digo isso, pode perceber)!
- Certo.
- Mas e a pamonha? ahheahehe
- Que carajo...
- Vou arranjar comida pra gente!
- Dame tu encededor.
- Otra vez... jaejeaje
- Certo.
O lugar era chique, mas pedi tão carinhosamente por sobras que a moça desorientada ofereceu café com pão... eu disse, calma ai que vou trazer os comedores. Afinal de contas tem gente no mundo que mais fuma maconha que toma banho... por isso não há a marcha do nuzão pela legalização do NU. Quero andar pelado, pora!
Comeram, pegaram a Plaquinha Linhares que que fizera quando fui de Porto Seguro para Patrimônio da Penha, lugar maravilhoso, místico há uns 2 meses. (link).
Eric: Vc fala português, fica aqui abordando geral, Eu e Elias vamos pra pista.
- Maravilhso!
- Certo.
E lá se foram, eu fui cagar um pouquin.Voltei e nada. 3 minutos, rapidin. Num pode vacilar na carona...As vezes é só uma chance por dia, ainda mais já meio dia tendo 4 hora pra 3 cabrão atravessar uma cidade lumbrigóide longitudparassagitalmente (vá estudar). e chegar num posto específico do outro lado da cidade. E ainda estávamos naquela situação.
Quando voltei olhei, não vi os meninos. De repente aparece Elias há uns 200 metros acenando para que eu corresse... parara um carro, improvável! Numa pista rápida quase sem acostamento, por sorte tinha essa vazão de entrada para o posto. Quase tão improvável quanto o rapaz que parou pra mim com uma plaquinha pra IUNA na BR 262, numa descida, uma das BRs da morte, sentido BH, depois do trevo vindo de Lajinha, tava andando pq era só 5 km pra entrada e tava puto (link).
O que havia em comum com os dois carros improváveis? Eram de pelo menos 1985.
Um casal com seu filho muito gente boa, nos colocou todos dentro do carro. A sorte? Atravessariam Linhares. Mas não sabia exatamente onde era o posto Dadinho. Ia até Sooretama, cidade da qual o parque tem o mesmo nome. Foi bem divertido. Pessoas de bem e maravilhosas, perguntaram se não queríamos ir até Sooretama, contamos sobre o combinado. Erramos o posto, acabamos num posto já perto de Sooretama. Era 3 da tarde. O que fazer, tínhamos que voltar, afinal, o caminhão não passaria ali para descer pelo litoral para Barra Seca... Mandamos mensagem, o mestre W não podia responder, estava trabalhando duro. E não conseguia fazer duas coisas ao mesmo tempo. Por sorte havia 2 restaurantes, a chance de ter ao menos um prato era grande, não comemos absolutamente nada o dia todo. Fomos, Elias queria comprar cigarro, disse que esperasse que mangueássemos para ao menos garantir a comida. Fui no que estava na cara. Pergutei pelas sobras do almoço ou qualquer coisa que pudesse ser dispensada pra gente, estávamos em 3. A velhinha não escutou, por 3 vezes não entendeu o que eu disse, ô dó... Ela disse, vou pegar! Pegar o quê, meu pai amado..?? Fiquei no medo! Um rapaz a intercalou: Não, deixe que eu pego... Hum.. ele ouviu tudo! Vamos ver... Falei, amigo... eu sou vegetariano... se tiver qualquer coisinha que não seja carnes, ovos e leite... Ele acenou com a cabeça afirmativamente, essa sensação é boa.. a de ver isso... experimentem ser vegano por 10 anos, na estrada há 2 e meio, sem dinheiro há mais de ano e estarem famintos numa estrada cheio de bocas para alimentar que não comeram nada o dia todo e alguém lhe dar comida condescendendo ao seu desejo vegano... UI... Mesmo buscando o frugivorismo... Essa sensação é muito boa. Qual o nome disso? Alegria, correspondência, empatia? Agraciado, graça do divino, tesão, gozada? Sei lá, é bom. O caba loiro veio com 2 marmita graúda cheia e pesada, Mermão. Aí que papocou o mesmo os ductos do tesão. Voltamos, os meninos me deixaram os vegetais... comi batata... senti o peso. Fui no arroz e no feijão, apesar de sentir o não sabor dos grãos e a química do cozimento em óleo refinados e sal iodado, foi uma delícia. Logo meu bucho estufou e senti aquela pressão e tremida na cabeça que crudívoros sentem ao comer comida cozida ou refinada. Eu continuei com esta mesma cara de alegria. Só que de pança cheia e tamponado. Possivelmente com o sangue acidificando levemente.
Dei uma mijada e disse: Bora.
A galera: temos que ir?
- sem reposta do caminhão, se vamos com ele, melhor garantir. Ainda podemos chegar no posto, mas precisa ser agora.
- Espera, juri, ele vem, acredita! Voy fumar.
- haeheh Ok. Mas de qualquer forma é melhor irmos!
- Certo.
Do outro lado da pista, Eric queria apelar para o bus, eu disse, olha, pergunto no posto, vocês tentam carona, ainda é 4 da tarde e são só uns 15 km, vai dar... Já saí com 10 pessoas Às 5 da tarde de Catas altas e Às 7 e meia já estavam todos direcionados ao seu destino, 6 dos quais pra mesma direção, a casa do Padim Kennedy, na 381. (link).
- Vai dar sim, sai de casa, comi pra karai, que num vai dar o quê? BIIIIIR
Bora. Logo achei um senhor muito bom, advogado da camioneta preta, disse que nos levaria até o dadinho, mas ia resolver um bagulho na lanchonete onde mangueei comida pa nóis. Disse que esperássemos 10 minutos. OK!


Eric pede que eu carregue seu celular, Elias fuma, ambos esperam na esquina do posto. Estou atônito pensando na vida, olhando de rabo de olho o caba advogado para não vacilar, desconfiado, como sempre, depois de tanta porrada que você leva de gente te zuando na estrada você precisa ser um pouco carrapato, de leve, sutil, ficar na cola das promessas, ou assumir o caminho e pegar o beco. Ou ficar com o coração na mão, dependendo da situação. A escolha e a reação são suas, bichão. Leitura corporal e gestual e inteligência interpessoal, habilidades de dinâmica social e sedução bem desenvolvidas aumentam a chance de sucesso da empatia, simpatia ou consideração de quem lhe promete algo na estrada, e fica tudo mais claro também! (Já deu pra ver que sou bom de teoria, né. aheahaeheah , só falta deixar de ser ahehaehh).
Era hora de partir. Saí do restaurante com ataque de Wang Zhen de novo e tentei chamar Eric e Elias do otro lado da pista, já que a camioneta e o motorista estavam do meu lado. Eles usavam óculos, pensei que tivessem visto, o caba tava abrindo a porto e eu hrun.. ahehaehhe Acenei e gritei mais forte, o problema? O celular do Eric caiu no chão e eu catei rapidinho, num teve jeito ele chegou mais rápido que o Usan Bolt na despedida.
´- Se partio?
- Nada, olha, bonitinho,
Ele vira o celular e....
Já era um Sony haehehae Quero dizer, saiu uma pecinha que segurava acâmera trazera no lugar, buscamos no chão e nada. O cara: Bora!!
- Eric Chegando em porto seguro eu te ajudo a arrumar isso (como se fosse acontecer milagres em Porto hehe!
- Deixa cara! Vamos
- Eric..
- Psiu, Bora
- Elias?
- Certo.
O cara muito gentil nos deixou no Posto.
-Passa seu contato, quero ver fotos depois
Mandei tudo um dia destes. Ele gostou, mas nem tchum, na real.
Logo achamos dois outros caroneiros. Estavam voltando do Rio, uma ia pra Recife, o outro ali perto mesmo, aparentemente um casal, logo o Mestre W chega com o caminhãozão de 30 metros. Bora? Só fica fora do posto, ali na esquina, uns 30 metros pra frente.
-Pode deixar.
Usei meu olho de ex-nadador frustrado que não cresceu pra calcular na base da piscina de 25 metros.. Parecia bem preciso.


Mestre W chega, entramos todos, nos ajeitamos e logo partimos, em 10 minutos, os meninos já dormiam. haeahehahe Povo pa dormir, pode dormir, eu também dormiria! Se eu tivesse um Jurobola pra caronar e ficar acordado pra mim.
Mestre W. Ainda estamos na 101, é longe a entrada? Pra barra seca? É um patrimonozinho logo ali, conheço um restaurante top lá, podem ajudar vocês, eles são gente boa, sei nem o que vocês vão fazer lá! Ah é? haehhehe Hum.... Vocês num querem ir pra praia? Lá tem entrada pruma estrada que vai pra praia. (passávamos pelo mesmo lugar que mangueamos a comida, mas acho que pela sonolência e por estar agora de noitinha Elias e Eric não perceberam.). HUM.... Tá certo, então não é praia? Não! Pensei que fosse! hahaehhea E aí, vocês vão ficar lá? Até onde o sr vai? Até pouco depois da divisa. Bem antes de Itabatã, mas é fábrica lá, no meio do nada, não é bom pra vocês. Passa perto de Itaúnas? Só São Matheus, Ou Pedro Canário, tem uma entrada boa, mais perto também, se quiserem.... Ok, preciso falar com os meninos.
- bababababa forró, bailar con las chicas, playa.. babababab
- si si si...
- Certo.
- Partiu Itaúnas.
O papo foi bom, risquei várias cidades do Roteiro. Deixou-nos na Estrada da ES 421. Despedimos-nos. Logo chegamos numa parada de Bus, um bar a frente tocando forrozão, uma galera de boa, um bebum incólume. Queriam comer, fazer um miojo, Eric tinha um trem de por na tomada e esquentar a água, mas... sem panelas... Conversei com o pessoal do Bar por umas mexericas, deram-nas e mais umas bolachas. Dançamos abebalhados. Para que o bebum não ficasse no point da carona, à noite ainda, apesar da boa iluminação e do quebra-mola, fiquei no bar falando com eles, e o visu de somente 2 pedindo é melhor mesmo.
Mas em meia hora passou um bus, Eric sem paciência, (ehaheha) disse, eu pago, vamos. E fomos. Queriam dormir na Praia, portanto passamos a Entrada de Itaúnas e fomos direto à Rodoviária, nas cercanias da Praia. Passamos perto de uma igreja evangélica e perguntamos sobre a possibilidade de dormir ali. A menina que tava lá ligou pro pastor e disse que ás 9 horas fôssemos lá falar com eles.. De veras? Sim, pode vir, o pastor falará com vocês! Ok!
Mas em meia hora passou um bus, Eric sem paciência, (ehaheha) disse, eu pago, vamos. E fomos. Queriam dormir na Praia, portanto passamos a Entrada de Itaúnas e fomos direto à Rodoviária, nas cercanias da Praia. Passamos perto de uma igreja evangélica e perguntamos sobre a possibilidade de dormir ali. A menina que tava lá ligou pro pastor e disse que ás 9 horas fôssemos lá falar com eles.. De veras? Sim, pode vir, o pastor falará com vocês! Ok!
Vamos procurar lugar na praia também, Juro? Sim, vamos! Precisamos manguear mais comida. Juri, vamos, Elias, de mochila não, eu não aguento! Yo quiero de mochila! Não Elias, poderemos andar muito, muito mesmo, não sabemos, vamos deixar tudo o como Eric, na Praia! Mas Juri! Elias, não. Pare. Relaxe. Vamos pra praia. Encontramos mais um bêbado gente boa, assim que chegamos na orla, este mais gente boa, só queria vender um colar, logo viramos parças... Falava muito engraçado. Sabia sobre deus e o mundo e tudo na região, a energia era boa e tranquila, só uma pessoa um pouco desorientada (do meu ponto de vista). A praia...Parecia magnífica, um pouco aterrado em Conceição da Barra, mas magnífico. Saímos pra manguear. Conseguimos frutas e uma promessa para as 11 horas, parecia ser de veras. Que bom! AS frutas eram insuficientes para alimentar a todos ou mesmo só a um frugalmente, ainda assim agradeço os meus amigos terem pensado na minha escolha e terem me permitido comer bastante frutas, muito embora elas alimentariam mais saudavelmente a todos. De certa forma, era egoísta do mermo jeito. Às 9 a Igreja estava desértica e toda fechada e desligada, obrigado amigos em cristo. ahehehae
Logo um monte de crianças brincavam com Elias no parquinho, sim, tinha parquinho, Subi no coqueiro e catei uns cocos, quase não conseguia subir. haehaehh Sedentário,o coqueiro tinha uns 8 metros só.... o Amigo Bebo (A.B) tinha uma faca, tentamos, mas só ele tinha paciência pra descascar o coco com uma faca pequena, cega e praticamente sem cabo... bebemos água, Elias não gostava. Eric um pouco. Comemos um pouco da Carne do COCO. Estavam já secos. Comi um monte. aehheh Era hora de buscar o rango, deu certo, nos deram bastante comida em mais uma vez duas marmitas. Elias quase brigou com um Bêbado que estava ouvindo os musicistas que tocavam no restaurante, acho que ero único aberto naquele domingo em Conceição.. A razão? Não se entenderam, literalmente, o cara tava tentando falar catalão, doidim...Isso me traz recordações de uma cidade que ocorrera em B.H 2015.... na rua também, por causa de uma chinela perdida por um francês que parecia o KIKO, outra história.... No caminho pegamos vários papelões que já identificamos na primeira ida. Chegando lá, o Amigo Bebo também tinha conseguido comida, mas estava meio pôdi... Comemos e demos algo mais a ele. Eric brincava de malabares com a mexerica... aheahehe Logo que vi, tomei e comi. Vrau!
Apareceu mais um doido pra falar inglês e espanhol com a gente, mas por tirar constantemente de tempo o A.B, a tensão aumentou. Ele se vangloriava de ter posses na cidade, mas dizia ser vigia noturno... Hum... bêbado... Foi embora, Fomos dormir, Armamos duas barracas na praia. Maravilhosamente. O A.B foi dormir debaixo duma marquise. Preferimos acordar anytime. Fui dar mais uma cagadinha na Praia. (não me chame de cagão, deixe isso para os donos de restaurantes away.). Cavei fundo, escondido numa mini Duna. Enterrei igual cachorro, me valei no mar, a lua tava não lembro. Escovei os dentes, Escovem! Com hilo dental. O mais importante. E não precisam de pasta, nem creme, eles te deixam menos ricos e muitos te envenenam com fluor, larguem este lixo. O flúor pode ser mais reativo que o iodo e tomar lugar deste nas reações, te desequilibrando, intoxicando e fluoretando (num vou dizer calcificar, como é que o flúor vai calcificar? carai, larguei a engenharia, agora sou nubão) a sua glândula pituitária, ou pineal, ou mamária,,.. sei lá.. alguma coisa ai que te deixa menos espiritual e mais safadão. Bandido. Punheteiro. Já viu, aquelas Playboy cheia de flúor das pastas de dente?
Fui dormir. Armar as barracas foi muito difícil. As cordinhas que ganhei em Patrimônio da Penha e os plásticos que arranjei no Raimbow foram fundamentais.
O vento! O vento nos molestava em português! Dividi minhas cobertas e sacos de dormir, Elias tinha a barraca, Eric nada para camping, ou para a rua. Para a vida. Porra Eric. Na montagem, comandei os meninos na montagem das barracas, era tarde, estávamos cansados. Levemente estressados, conhecidos há pouco e já se fazia necessário uma comunicação direta. Não gosto e sou contra, mas comandei. Até me apelidaram de: Juri, o messi da barraca (nem sei se Messi foi comandante em campo) O vento era muito, o sono era muito, a fome ainda rangia, a sede. As incertezas e expectativas palpitavam do lado de fora da cabeça, querendo entrar... Os julgamentos nunca ditos se diluíam no caldeirão rodopiante do Vento Leste daquela praia enorme e escura, numa cidade seminua e vazia, numa noite mais ou menos fria de domingo. Precisamos nos superar, nos observar e nos melhorar, ou não.
Acordei primeiro, porque o pai tem que buscar comida! E vi isso:
Cacei mais umas frutas e ouvi falar sobre um lugar chamado CASA GRANDE, porque estávamos na senzala, claro!
Catei um par de frutas e antes de ir ao C.G na saída da cidade, voltei pra geral ir Junto.
Desbravamos um pouco a praia em vislumbre. Comemos frutas. Levantamos acampamento complexo e fomos. 2 barracas porque tinha muita bagagem. O Outro Plástico estava por baixo para cortar a umidade da Areia molhada da Praia. A época era de chuvas.
Hora de ir. haheah Arrumados, pausamos, nos olhamos, nos sentimos, várias sutilidades... Estaria Elias desgostoso com a pressão dos pedidos, e "exigências", os 'certo's dele tinham vários tons e nuances... Eric mais exigente e racional estaria planejando nos deixar? Who cares... até agora, o vetor resultante era muito gostoso. Continuemos!
Bebemos água, pedimos água à dona do quiosque logo à frente. Ela não simpatizou muito, mas nos deu de beber. E fomos caminhando pela orla pedindo carona até o C.G caçar frutas e a saída da cidade. Eric sofria com sua mala, faltava 2 km, mais ou menos.
Continua no Próximo Episódio. Rumo a Itaúnas!













Juri! Amei o seu texto. Só não mais do que as histórias!!!
ResponderExcluirHAHehh muito Obrigado. Vamos acompanhando. Keep me up to it!
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